Thursday, October 25, 2007

Dose Única.

Um por semana. A quantidade de comprimidos que o médico mandou eu tomar. Enfim, a tosse já tomava conta. Era mais tosse em mim que eu com tosse.
Li certa vez num dos livros de auto-ajuda da Louise Hay, que tosse é mudança.
Vontade de me mudar pro Deserto, de tanto frio que tem feito pror aqui essas últimas semanas. E ainda por cima, por baixo e pelos lados, chove.
É triste perceber que não somos mais os mesmos que pensávamos ser. É triste continuarmos agindo da mesma forma que agíamos, mesmo depois de termos consciência de ter mudado. Voltar atrás é possível. Mas não queira fazer o raio cair duas vezes no mesmo lugar.
Portanto, encare seus medos, deixe de lado suas fraquezas. Venha para ' O Mundo Novo', lá tem alguém que precisa de você.
O Z. não lembrou da Catarina, a Rafa diz que lembra vagamente.
Será que só eu prestei atenção nela dentro daquele hospício? A figura dela era tão icônica, tão singular.
Mas também, naquele ambiente não é de se espantar que alguém esqueça de alguém.
Eu me espantaria se alguém se lembrasse de alguém. Ou não, vai saber.
O que são as lembranças de um tempo nefasto que não passa, embora tenha ido?

Foi? Ou permanece vivo em nossas memórias, e a todo custo queremos nos livrar das assombrações?
"Lá fora? Lá dentro?
Ou aqui fora, ou talvez ainda aqui dentro?
É o aprendizado... vá, mas deixe um pouco de si."
Paulo S.

Thursday, October 18, 2007

Aprenda a mudar em três segundos.

Sou assim e sempre vou ser. A vida passa, as coisas mudam, as pessoas mudam. Ou não. "sua essência é e será eternamente a mesma" - afirmou uma psicóloga, uma vez em algum lugar.
Tão comprovado o fato, que me fez dar fim a um relacionamento maravilhoso, com o homem da minha vida. Agora volta um pouquinho ali em cima: a psicóloga disse que as pessoas não mudam, mas você faz terapia por vários motivos. Um deles - mudar. Fez sentido?
Em falar nisso, hoje, agora, neste momento, algumas coisas não me fazem sentido - ou passaram a fazer mais ainda. Por exemplo o amor. Sinto-me um pedaço de picanha congelada. Uma pedra de gelo, sem coração, fria, ruim. Bati por duas vezes o cotovelo na mesa de vidro e descobri que dói, muito, por causa de um nervo que tem por ali seu caminho. E o meu caminho, por onde passa? E o seu caminho?
Você já parou pra pensar que todos os dias fazemos escolhas? Até o fato de sair de casa e passar pela frente ou por trás do carro. Descobri também que minha tia salga muito o bife e que ainda tenho uma tatuagem em forma de coração ali nas costas. Diz assim: Amor Próprio.
Chegou a hora de olhar novamente para ela. Talvez eu tenha me dado conta que por muitas vezes ele me falta, resolvi tatuar, pra nunca mais esquecer.
Ora pois, o sono bate e as letras estão tortas. Não sei porquê, mas acabo de me lembrar daqueles diários daquelas meninas de 12 anos. E em falar nisso - adoro quando esses textos têm um rumo e tomam outro. É, são os caminhos.

-AAAAAAAi!
-Cuidado Garoooota, olha por onde anda!!!

Então desliguei meus pensamentos, voltei dois passos, esperei novamente o sinal fechar, para atravessar a rua direito.