Monday, July 06, 2009

e assim eu sou.

Oi, eu sou a Carol.
Sou daqui mesmo, como dizem as pessoas daqui. Florianópolis, terra do Guga (¬¬), dos manezinhos da Ilha.
Queria poder contar um pouco da minha infância, mas não me lembro de muita coisa que aconteceu quando eu era pequena. Meus pais me tiveram cedo, ainda faziam faculdade e eu era a única pessoa que estava ali pra cuidar deles. Minha preocupação me privou da maior parte das lembranças legais. E apesar disso, fui uma criança saudável, gordinha e por que não feliz?
Ok, eu sou esquisita, não me lembro de show da Xuxa, da Angélica, desses seres loiros que nos roubavam as manhãs. A lembrança da minha infância que mais me marcou, e até hoje é presente em forma de cicatriz, foi um último dia de aula, em que saí correndo e “entrei” na quina de uma grade, o que me abriu um talho de dois centímetros na cabeça.
Sempre fui de colocar o carro na frente dos bois, de sofrer por antecipação. Sol em Escorpião faz dessas coisas. Extremismo, apavoro... Tudo resolvido com alguns anos de boa Terapia Sistêmica. [minha mãe é psicóloga].
De uns dias [sim, dias] pra cá, parece que a minha vida resolveu mudar – novamente. Digo isso porque não era muito atenta a esse tipo de coisa. Mas tudo aconteceu tão “armageddon”, que me senti na obrigação.
A primeira vez que o clarão aconteceu, foi por volta dos meus quase vinte anos. Aprendi a me dar valor e pra não esquecer, fiz a primeira tatuagem. Amor Próprio. A segunda delas, eu já sabia que viria, faltando para ela acontecer, o próximo passo, o próximo degrau da mudança. E adivinhe? Aconteceu denovo. E foi divertido [com seus momentos punks]. Sair daqui e ir até São Paulo pra poder entender tudo. Valeu cada centavo.
Sinto-me outra pessoa. Mais racional, menos emocional. Com o total controle dos meus atos, que até então, deixava na mão das emoções. Agir, falar, sem pensar, não mais. Talvez o meu lado radical do extremismo tenha tomado as rédeas da situação. Ou não. Quem sabe, ganhou o posto de co-piloto.
É muito difícil lidar com sentimentos, parecem batatas quentes em mãos de seda. Mas aos poucos, o hábito me guia.
Aprendi as coisas sozinha, sempre levando na cara. Isso, depois de muito tomar na cara. Fiz uma faculdade inteira, de Publicidade e propaganda e depois de realizada, não parava mais que três meses em cada lugar. Um desconforto tamanho, tinha algo errado, mas não sabia o que era. Achei a agulha no palheiro. Estou cursando a faculdade de Direito, assim como meu avô, meu pai e minha irmã fizeram. Mais uma vez quis ir contra o destino. A volta só foi um pouco maior, mas cheguei. Não que eu vá desistir da publicidade, ela será meu divertimento na aposentadoria.
Importa agora é a felicidade. Que não é montada, não é feita de cristal, nem de areia. É uma felicidade de verdade.
Meus objetivos? Tenho quase tudo que quero. O impossível, corro atrás, até que ele se canse. Mas algumas coisas não são fáceis. A conquista é lenta. Aí, é sentar, folhear uma revista, e esperar até que a hora chegue.

2 comentários:

Poeta de 1/2 tigela said...

Bom te ver escrever de novo. As vezes penso que não seria bom, pois você escreve assim quando algo te incomoda. Mas de todos os males resta sempre um bem: suas palavras!
Estão ótimas, muito bem escolhidas, um prefácio de um livro de memórias que vc talvez escreva um dia.

Jonatan Lopes said...

Fuerza!