Eu nunca tinha devido uma crônica. Pois o fiz.
O dia acordou cinza, com cara de quem queria muito chover. Assim como eu. Culpa de ter passado frio a noite e ter tido sonhos conturbados que colaboraram para que meu dia insistisse em ser daquele jeito.
Um tempo atrás, roubaram meu chão. Fui persistente e não me deixei abalar, como aconteceria se não tivesse vivido como vivi a última semana de junho passado. Sim, estou folheando revistas, sentada na sala de espera da Dra. Vida, como prometi fazer.
Enquanto o tempo passa, as coisas que antes aconteciam sem que eu percebesse passaram a fazer parte do meu cotidiano, passei a aproveitar a vida como ninguém pode por mim fazer.
Mudei horários, pra poder ter uma outra visão do dia, passei a estudar mais, pra não morrer de fome, segui conselhos, porque seguir meu coração não devo e se eu for pensar antes de fazer qualquer coisa, nem de casa saio. Conheci pessoas novas.
Ah! como é bom sentir na boca o gosto das novas amizades. Como é bom receber sms quando se menos espera, durante uma aula chata só para lembrar do irrisório dia do estagiário, rir, beber litros de chopp, xícaras intermináveis de café de todas as espécies, assistir teatro, ir ao cinema, fazer de uma tarde uma overdose de filmes de animação, ganhar horas de conhecimento inútil no twitter, jogar toneladas de conversa pelas janelas do msn, jogar wii mesmo sabendo que morrerei de dor no braço eternamente.
Não consigo pensar em mais nada. Decidir então o que sinto agora, é talvez algo humanamente impossível. Sou única, estou dividida. Sou assim, não quero fingir, sou eu.
O curso da vida é quem vai me empurrar pra onde devo ir. Tanto pedi à Ele, que me atendeu.
E foi assim. Fui dormir debruçada em livros, a versar sobre o Direito de Processo Civil.
Afoguei minhas mágoas junto às do Dr. House.
1 comentários:
entendi tudo...
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