CAROL EM LETRINHAS
despejo aqui o que sinto.
Thursday, July 01, 2010
06/08/2005 - Episódio de Hoje: Felicidade Instantânea.
Tudo isso, porque vivemos num mundo que exige cada vez mais de nós (agilidade, modernidade, desempenho). Acabamos desviando nossas atenções para ele e esquecemos de nós.
Vivemos no tic-tac, nos quadradinhos da tela da TV, do PC, do MAC, do CEL. Não temos tempo nem mais para escrever palavras inteiras. Quem dera, de parar na frente do espelho – e nem que seja para medir o tamanho das olheiras.
Nos divertimos indo ao shopping, ao cinema, ao teatro, conversando com pessoas, interagindo. Shoppings são nada mais que um composto de lojas, que usam e abusam da superexposição de seus produtos e de armas como a sedução. Sim, pessoas são diariamente seduzidas por manecas expondo peças de roupas!!
Cinema, a 7ª Arte! Quais são mesmo as outras seis? Quem se importa agora que temos Internet? Foi a descoberta do século com fritas e Coca-Cola pra acompanhar.
E quando acaba a luz? Não tem mais o que fazer? Acabou a felicidade? Essa felicidade que nos entorpece, que nos é injetada todos os dias, tem fim. Está com seus dias contados, O único problema, é que os números são infinitos e cada um deve saber onde eles devem acabar. Cada um que ponha o seu fim onde achar melhor.
Felicidade instantânea, felicidade metropolitana. Estamos dormentes, precisamos acordar desse coma induzido pela sociedade e pra isso, mega doses de ânimo, de vida, de amor verdadeiro.
Bom Dia! Que horas são? Eu acordei há pouco tempo dessa coisa toda que mistura realidade, sonho, coisa que deve ser obra de Tim Burton.
A felicidade é instantânea. Saboreie a VIDA.
Friday, October 02, 2009
FELICIDADE
ao entardecer, ao anoitecer. Quanta alegria!
Come pouco, o suficiente para cantar.
E voa, voa alto.
Prefiro minha falsa alegria.
Deve ser chato ser passarinho.
Wednesday, September 23, 2009
Quem nunca mentiu?
Mentir não é nem um pouco saudável, mas as vezes é necessário. Segundo a circulante máxima machista, para que ocorra traição, a mulher precisa de um motivo e o homem, só de um lugar. Não nos interessa saber porquês agora.
Na maioria das vezes, traímos e ainda cheias de razão e nosso motivo muitas vezes é único: relacionamento em crise. O certo seria não deixar o relacionamento chegar a esse ponto. E aí a ingênua garota pergunta: "Mas o que eu faço pra não cair na rotina?" ou "Será que estou gostando do meu professor?" ou "Será que é o jeito dele ou chefe me olha com más intenções?" "Será que temos algo em comum?" Não sou a melhor pessoa pra responder questões como essas, muito embora tenha passado por alguma coisa parecida, mas vamos lá. Segue aí um tutorial, para as desesperadas das minhas amigas que estavam aguardando por este post mulheres que querem se livrar dos fantasmas que assombram seus relacionamentos:
Rotina é sinônimo de crise, crise leva à mentira. Fato.
Rotina é fácil de acontecer e difícil de definir porque cada um tem a sua. É ir todo sábado no cinema. É sair sempre com os mesmos amigos, ouvir as mesmas músicas, frequentar os mesmos locais. É ela a responsável por não roubarmos mais beijos, não darmos um abraço sem motivo, não sorrirmos.
Surpreenda. Com as coisas mais bobas mesmo. Uma sms que se mande é capaz de mudar o humor. Um livro, um relógio, um cd ou dvd para ele. Um convite irrecusável mesmo... Imagine retributivamente ser surpreendida com uma cesta de flores do campo ou um jantar inesperado? Sim, são as pequenas e quase invisíveis atitudes que transformam um relacionamento chato, morno, em crise, na melhor coisa que poderia ter acontecido na vida.
E quando não tem mais volta, não dá mais certo? A rotina é a primeira a ser culpada.
Aí vem a mentira. Diz que vai sair com as amigas pra encontrar o carinha que deu mole na balada. Diz que vai sair com os amigos e sai com os amigos, mas encontra as amigas dos amigos. Diz que vai e não vai. Trai.
E vira uma cama de gato, um balaio de siris.
Eu já fui muito de omitir [o que nada mais é que uma mentirinha disfarçada], e por experiência própria posso dizer que esse processo começa na própria pessoa. Você engorda e finge que não vê, trai e finge que não é com você.
Não o amava mais, e a rotina fez eu continuar com ele - costume, mentira.
Não faço mais isso não. Mentir é feio. Aprendi a ser sincera e prefiro falar tudo o que sinto. Dói? Sim. Mas passa.
A dor da mentira não acaba NUNCA.
Thursday, September 17, 2009
VALE-TUDO? - Considerações.
Generalizando, o que não é muito bom de se fazer, as mulheres são conservadoras e muito mais machistas que muito homem.
Quando se fala que a primeira vez do casal tem que ser meia boca, pra que a segunda esteja garantida, quer dizer então que a garota tem que abandonar o seu jeito de ser, as suas vontades e desejos só pra que o cara volte, na esperança
Várias vezes já deixei de fazer, ou até fiz coisas pensando no que os outros iriam pensar de mim. Viver no futuro é um SACO, estressa bem mais que viver no passado, sorrindo por lembrar de experiências boas ou chorando por ruins. Viver com PRE Conceitos é SIM não viver.
Mas quando surge a pergunta, se vale a pena se privar de momentos bons hoje para ser feliz amanhã, já penso que pode sim valer. Depende do que você tem de planos para o seu futuro. Se pensa que o agora não é importante e tem plena convicção que seu futuro está garantido, VAI LÁ CAMPEÃO!
Pena que ainda não inventaram o teletransporte.
Sunday, August 23, 2009
Acerto de contas.
O dia acordou cinza, com cara de quem queria muito chover. Assim como eu. Culpa de ter passado frio a noite e ter tido sonhos conturbados que colaboraram para que meu dia insistisse em ser daquele jeito.
Um tempo atrás, roubaram meu chão. Fui persistente e não me deixei abalar, como aconteceria se não tivesse vivido como vivi a última semana de junho passado. Sim, estou folheando revistas, sentada na sala de espera da Dra. Vida, como prometi fazer.
Enquanto o tempo passa, as coisas que antes aconteciam sem que eu percebesse passaram a fazer parte do meu cotidiano, passei a aproveitar a vida como ninguém pode por mim fazer.
Mudei horários, pra poder ter uma outra visão do dia, passei a estudar mais, pra não morrer de fome, segui conselhos, porque seguir meu coração não devo e se eu for pensar antes de fazer qualquer coisa, nem de casa saio. Conheci pessoas novas.
Ah! como é bom sentir na boca o gosto das novas amizades. Como é bom receber sms quando se menos espera, durante uma aula chata só para lembrar do irrisório dia do estagiário, rir, beber litros de chopp, xícaras intermináveis de café de todas as espécies, assistir teatro, ir ao cinema, fazer de uma tarde uma overdose de filmes de animação, ganhar horas de conhecimento inútil no twitter, jogar toneladas de conversa pelas janelas do msn, jogar wii mesmo sabendo que morrerei de dor no braço eternamente.
Não consigo pensar em mais nada. Decidir então o que sinto agora, é talvez algo humanamente impossível. Sou única, estou dividida. Sou assim, não quero fingir, sou eu.
O curso da vida é quem vai me empurrar pra onde devo ir. Tanto pedi à Ele, que me atendeu.
E foi assim. Fui dormir debruçada em livros, a versar sobre o Direito de Processo Civil.
Afoguei minhas mágoas junto às do Dr. House.
Monday, July 06, 2009
e assim eu sou.
Sou daqui mesmo, como dizem as pessoas daqui. Florianópolis, terra do Guga (¬¬), dos manezinhos da Ilha.
Queria poder contar um pouco da minha infância, mas não me lembro de muita coisa que aconteceu quando eu era pequena. Meus pais me tiveram cedo, ainda faziam faculdade e eu era a única pessoa que estava ali pra cuidar deles. Minha preocupação me privou da maior parte das lembranças legais. E apesar disso, fui uma criança saudável, gordinha e por que não feliz?
Ok, eu sou esquisita, não me lembro de show da Xuxa, da Angélica, desses seres loiros que nos roubavam as manhãs. A lembrança da minha infância que mais me marcou, e até hoje é presente em forma de cicatriz, foi um último dia de aula, em que saí correndo e “entrei” na quina de uma grade, o que me abriu um talho de dois centímetros na cabeça.
Sempre fui de colocar o carro na frente dos bois, de sofrer por antecipação. Sol em Escorpião faz dessas coisas. Extremismo, apavoro... Tudo resolvido com alguns anos de boa Terapia Sistêmica. [minha mãe é psicóloga].
De uns dias [sim, dias] pra cá, parece que a minha vida resolveu mudar – novamente. Digo isso porque não era muito atenta a esse tipo de coisa. Mas tudo aconteceu tão “armageddon”, que me senti na obrigação.
A primeira vez que o clarão aconteceu, foi por volta dos meus quase vinte anos. Aprendi a me dar valor e pra não esquecer, fiz a primeira tatuagem. Amor Próprio. A segunda delas, eu já sabia que viria, faltando para ela acontecer, o próximo passo, o próximo degrau da mudança. E adivinhe? Aconteceu denovo. E foi divertido [com seus momentos punks]. Sair daqui e ir até São Paulo pra poder entender tudo. Valeu cada centavo.
Sinto-me outra pessoa. Mais racional, menos emocional. Com o total controle dos meus atos, que até então, deixava na mão das emoções. Agir, falar, sem pensar, não mais. Talvez o meu lado radical do extremismo tenha tomado as rédeas da situação. Ou não. Quem sabe, ganhou o posto de co-piloto.
É muito difícil lidar com sentimentos, parecem batatas quentes em mãos de seda. Mas aos poucos, o hábito me guia.
Aprendi as coisas sozinha, sempre levando na cara. Isso, depois de muito tomar na cara. Fiz uma faculdade inteira, de Publicidade e propaganda e depois de realizada, não parava mais que três meses em cada lugar. Um desconforto tamanho, tinha algo errado, mas não sabia o que era. Achei a agulha no palheiro. Estou cursando a faculdade de Direito, assim como meu avô, meu pai e minha irmã fizeram. Mais uma vez quis ir contra o destino. A volta só foi um pouco maior, mas cheguei. Não que eu vá desistir da publicidade, ela será meu divertimento na aposentadoria.
Importa agora é a felicidade. Que não é montada, não é feita de cristal, nem de areia. É uma felicidade de verdade.
Meus objetivos? Tenho quase tudo que quero. O impossível, corro atrás, até que ele se canse. Mas algumas coisas não são fáceis. A conquista é lenta. Aí, é sentar, folhear uma revista, e esperar até que a hora chegue.
Saturday, May 30, 2009
relatos no edredon
Aqueles sentimentos que um dia tomaram conta de mim não existem mais - ou existem mas foram suprimidos por uma força que toma conta, não importa. Branco.
O que deixei para trás toma seu lugar na estante e sem ressentimento algum passa a dar espaço a algo novo. Uma certeza: nem o frio me fará lembrar.
Sou nova, sou outra. Agraciada pelo gostar de alguém, pelo olhar com outros olhos, pelo sentir de outra forma; a voz - essa que me foi tirada, pois talvez, o que se passa não precisa ser externado, é nosso...
Está explícito. O brilho no olhar, o sorriso bobo, os planos mais bobos ainda, dizem tudo, sem falar absolutamente nada. Agora eu somos nós e não importa. Nada importa.
Nem saudade.